No lugar de remédios - bombons, bolos, biscoitos, salgados e embalagens. Ao invés de reclusão - integração e inclusão social. Contrariando a máxima que diz que "lugar de maluco é no hospício", assim tem sido, desde 1997, o cotidiano de alguns usuários do sistema de saúde mental, que, com a ajuda de técnicos do Instituto Municipal Philipe Pinel e a assessoria da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da COPPE/ UFRJ, criaram a cooperativa especial Praia Vermelha.

Seus produtos utilizam, como uma das principais matérias primas e fator diferencial a Castanha do Pará, vinda de reservas extrativistas do Acre. Com freguesia assídua no campus da Praia Vermelha e presença certa em Seminários promovidos na Universidade, os produtos da Cooperativa Praia Vermelha vêm se destacando pela qualidade.

Pensada também como uma forma alternativa de tratamento para indivíduos portadores de transtornos psíquicos, a experiência dessa cooperativa, que atua no ramo de produção de gêneros alimentícios, confeccionados e vendidos por usuários do sistema de saúde mental, é um verdadeiro exemplo do que a associação em cooperativas populares pode mudar nas vidas dos seus cooperados, não apenas no aspecto econômico, mas principalmente no que se refere aos direitos básicos de cidadania.

Todas as etapas da produção dos bombons, biscoitos e bolos são desenvolvidas em um espaço cedido pelo Instituto Municipal Philipe Pinel, onde, no ano de 1999, com o apoio da Fundação Banco do Brasil, a cooperativa conseguiu montar uma cozinha industrial. Os resultados positivos do empreendimento podem ser notados pela qualidade dos seus produtos, assim como pela integração e comprometimento com o trabalho por parte dos cooperados.